16 June 2010

Galvão e o Cala Boca Galvão

Poucas marcas sabem lidar com situações delicadas geradas e propagadas nas redes sociais. A tendência é assumir um comportamento que funciona nos meios e mensagens tradicionais. Eis o erro. Mas quando existe alguma habilidade o saldo tende a ser positivo.

Veja como a Rede Globo conseguiu capitalizar em cima do movimento Cala Boca Galvão, que teve até a campanha fictícia "save the Galvão birds", foi parar no Trend Topics mundial do Twitter e no New York Times. O próprio apresentador deu as caras e levou a brincadeira numa boa.


A atitude inteligente e bem humorada surpreendeu porque todo mundo esperava uma atitude default da Globo - ignorar solenemente a campanha e, eventualmente, tentar censurar ou processar alguém.

Ponto para a emissora, pro Galvão e pra quem teve a idéia e a coragem de sugerir isso dentro da Globo.

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4 comentários:

prochno said...

Eu vejo de forma diferente. Se analisarmos os twits iniciais do galvão após aparecer nos #tt e sua postura agora, conseguimos ver que ele não gostou da brincadeira (Claro) mas passou a aceitá-la para não perder em "imagem".
Escrevi um post detalhando o que penso em http://relacoes.wordpress.com

abraços

Agê Alessandro said...

@prochno

Também acredito que em momento algum o Galvão gostou da brincadeira (quem gostaria?). E provavelmente ele "passou a aceitar" a zoação por uma estratégia de comunicação.

O que analiso e considero não é a sinceridade pessoal e irrestrita dele em relação ao episódio, mas a habilidade com que lidaram com a saia justa em termos de imagem.

Abraço e obrigado pelo comentário.

prochno said...

Alessandro, concordo com tudo! MAs justamente acho que eles ignoraram o sentido da CRÍTICA ao galvão, e analisaram/aceitaram e brincaram com o fato disto ter virado uma piada mundial! Acha que estou indo longe de mais? rsrsrs

abx

Agê Alessandro said...

@prochno

Ah, sim. Você tem toda razão.

Saca aquela estratégia de desviar a atenção do fato central para o periférico? Entonces... hehehe

Por isso achei inteligente. Usaram o próprio buzz como mote, minimizando o que deveria de fator interessar (a crítica). O que era primeiro plano foi para segundo, e vice-versa.

Abs